sábado, outubro 25, 2008

Uma ausencia para colar as memorias que fazem a saudade


Há muito que não comunico, estive a fazer a que se chama o luto.

Uma das minhas musas partiu para o paraíso. Fica a memoria neste blog para sempre... a sarabaneca.

A sarabaneca mais conhecida por nina, já não existe fisicamente na minha vida... A minha companheira de 13 anos de vida... escrever tudo o que passamos é um acto impossível... não tenho palavras para expressar tudo o que vivi com ela. Acima de tudo foi minha confidente, minha amiga, mesmo com o seu feitio de gata arisca.

Que me perdoem os mais sensíveis... mas choro mais pela perca da minha preta ... do que por muitos seres humanos que andam por ai...

Mas fica aquela doce saudade dos momentos, dos colos, dos miados, dos olhares, das turras e das brincadeiras que tivemos juntas.

Viveu comigo momentos marcantes da minha vida ... os medos de adolescência... a entrada para a faculdade... ouviu e aconchegou as minhas lágrimas dos meu desamores e animou-se com os meus amores... presenciou as minhas conquistas, foi minha companheira de noites em claro enquanto estudava... E acima de tudo assegurava-me que quando chegava a casa depois de um dia caótico tinha sempre um carinho à minha espera.

Minha amiga mereces o teu descanso. Obrigada pelo fantástico tempo que viveste comigo.

Um beijo só teu e até sempre...

sexta-feira, outubro 03, 2008

O momento da verdade ... caseiro

O que lá vai... lá vai...
É uma forma de encarar a vida.... Pode ser uma forma de esquecer algo do passado.

Esquecer e mandar para as costas!!!

Confesso que utilizo muitas vezes... Por vezes até em situações em que a maioria das pessoas diria, não perdoou, não esqueço, imperdoável.

Para mim basta pedirem desculpa e digo o que lá vai... lá vai. Tento perceber sempre o porquê, daquela situação, mas isso já faz parte do meu eu.

Ou seja basta terem um momento da verdade... garanto que não faço aquele compasso de espera... como naquele famoso programa "Momento da Verdade".

Por escrever sobre isso, na semana passada vivi lá em casa com o meu caracolitos o nosso momento da verdade, (... bolas não havia um botão para tocar nem um elemento da tribo para me salvar!!!).

Ficou um clima de trovada quando disse que não ia ao programa expor a minha vida, por 250.000€ (não é que não desse jeitinho). Prezo a minha vida pessoal, e não venham com ilusões quando dizem que a vida é um livro aberto. Existem segredos próprios de cada um, é próprio do ser humano ter medo, e por sua segurança, não querem expor os seus segredos.

E por favor expor os segredos, em frente à população, sedenta de uma bela cena de faca e alguidar, é tornar aquele velho ditado da pessoa com uns arames na testa é o ultimo a saber.

Enfim, sim... disse que tinha segredos e que não os contava (quando disparei esta frase, foi um tiro certeiro para armar mais confusão), ao dizer isto tive o meu momento da verdade.

Ora pensava eu, que a conversa ficava por ali e a minha "Teresa Guilherme" lá de casa, conduziu o tema para a diferença entre uma mentira e ocultar a verdade e os seus prós e contras.

Foi com grande orgulho, espanto e todas as atitudes que se traduzem com a expressão Ahhh! Que ouvi as suas teorias e exemplos do nosso singelo quotidiano doméstico.

Devo confessar que devido ao meu estado de elevado cansaço, não fui capaz de debater nem refutar as suas teorias... a atitude surreal de Lara... imaginem... foi um power off mental, adormeci em 5 segundos no sofá.

Mas o pior... é que devido a um problema de bateria mental, fiquei sem saber se aquele rapaz de quem eu gosto tanto por motivos que só o meu coração conhece, levava o prémio final... no fundo sei que sim... e para ser pirosamente lamechas eu acredito no meu caracolitos...

quarta-feira, outubro 01, 2008

Sentir saudades ... efeitos do bem vindo ao passado...

Dei por mim a questionar-me se é mau sinal sentir saudades...

Sentir saudades de um bom momento... daquela gargalhada... de uma boa conversa com um amigo que já não vimos há muito tempo... saudades de um sabor de infância... de um cheiro...

Gosto de sentir saudades, alerta-me para o facto que já fui feliz em determinados momentos, e que esses momentos, apesar de únicos, podem um dia voltar... com outros sabores, com outras vozes, com outras paisagens, e tornarem-se em outras saudades.

Mas após reviver aquele momento, a que eu chamo de saudades, fica aquele gosto de ausência, de falha, e na maioria das vezes, fica uma dúvida.

A dúvida fica... Sem reposta ... Sem solução ... porque muitas vezes não conseguimos matar a saudades, e porquê?

Porque o tempo não volta para trás... Resta-nos a memória desses dias, transpor o passado para o presente... e acreditar no futuro. Ele vai guardar na memoria as saudades do presente

a fechar ... lembrei-me de escrever talvez porque acordei a ouvir isto... "Bem vindo ao Passado dos GNR - Versão revistados