
Existem vários tipos de silencio...
Existem inúmeras opções para um comportamento...
Ontem pela primeira vez baixei as guardas do portão da minha fortaleza chamada sentimentos...
não aguentava mais sentir sem poder partilhar ... sofrer sem poder chorar .... questionar e saber que não tenho respostas ...
Vi-te pela primeira vez como meu confessionário, talvez porque perdi o meu e as duvidas que persistem e os sentimentos que eu faço questão de ignora-los numa tentativa desesperada de os esquecer, continuam por cá. Ficam mais vivos quando me cruzo com aquele que já foi o meu confessionário.
São vários os sentimentos de angustia... o principal é saber que tu tens razão... estiquei a corda e a mesma arrebentou-se. Não fui correcta sobre os teus sentimentos, não lhes dei o devido valor a importância o carinho e principalmente o respeito que eles mereciam.
Hoje provo do meu próprio veneno. As ultimas palavras que dirigiste ficaram presas na minha memoria. Serei um caso mal resolvido. Ninguém gosta de ser um ponto de interrogação.
Reago mal ao teu ignorar provocador... Não sei que rumo tomar ... o da hipocrisia... o da sinceridade ou o do respeito. Tentei o da sinceridade não resultou ... fui ignorada em plena rua... o do respeito... parece que este alimenta o teu lado provocador... falta o da hipocrisia ... no dia em que esboçar o meu sorriso vazio de sentimentos positivos, então temos um problema em mãos ... é porque deixei de respeitar-te como homem que és ...
Será que as histórias de amor são do terreno exclusivo do mulherio? Exclusivo e movediço, onde os homens não ousam colocar os pés, quanto mais os olhos.
Não há pistas e não há conclusões. Há a memória do que foi e do que podia ter sido. Não quero chegar à incongruência do ponto de interrogação
mas aqui estou eu, numa catarse de uma saudade... situações como as de ontem lembram-me mais uma vez que tudo é único e as pessoas que amamos são insubstituíveis...ficará lá sempre um bocadinho só para elas, um espaço que nunca mais ninguém ocupará...