quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Vamos consultar o dicionário do amor!


Amor: 1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção!; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno); 2. Sentimento intenso de atracção! entre duas pessoas. = paixão; 3. Ligação afectiva! com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.); e por último 4. Ser que é amado.

Estas são as definições cruas e racionais que o dicionário nos dá para o conceito de amor.

Devem ser muitos poucos os felizardos que conseguem viver eternamente apaixonados.
Eu não sei se conseguiria viver eternamente apaixonada, mesmo que conseguisse desenvolver essa “capacidade” seria demasiado vertiginoso!
A questão é polémica: afinal, o que será realmente o amor romântico ou a paixão? Muitos sabem-no. Eu sei-o, cada um de nós, à sua maneira sabe-o (ou pelo menos já o soube, em determinado momento). A questão não é: “alguém-que-me-explique” nem “deixa-me-que-te-diga”, a questão é perceber e aceitar que muitas coisas só se compreendem com o coração.
Por um lado há os artistas, que são todos uns alucinados e que por isso conseguem descrever tão bem esse estado doentio que é a paixão ou amor romântico, como lhe queiram chamar; entram numa espécie de transe a que se dá o nome de inspiração e descrevem-no em poemas ou versos, ou pinturas ou música. Descrevem-no mas não o explicam. Porque será? Simplesmente porque a emoção não é racional. Não dá. É tão incompatível como atear fogo à água.
Na outra ponta do balancé temos os psicólogos e os cientistas sociais que formulam inúmeras teorias acerca do assunto, mais ou menos fundamentadas em experiências vividas ou observadas mas nunca, até à data, se chegou a um consenso sobre esta matéria.
Posto isto, resta-nos apenas ter a noção que o Importante é cada um de nós chegar à sua verdade e essa Verdade particular é um pouco como a fé: só se compreende sentindo.
Eu tenho a minha verdade, que vale o que vale. Limitada na minha própria subjectividade, compreendo que só amo o que admiro e respeito. Quando me sinto confusa em relação a qualquer tipo de sentimento, mais ou menos lúcido, mais ou menos atormentador, a única forma que tenho de saber se o que sinto é amor é reconhecer no objecto da minha afeição estes dois indicadores: a admiração e o respeito. O resto pode ser muita coisa, até pode ser arte.