quinta-feira, agosto 09, 2012

Perdida entre a insignificância e o significado ...

A insignificância representa o significado que damos a algo ou alguém? Por momentos pensei no peso na importância do significado querendo a todo custo tornar insignificante. 

não foi insignificante o acto o pensamento,  teve a sua real significância porque acima de tudo fez-me pensar, obrigou-me a a abrir as gavetas e arrumar tudo. pior ainda, criou em mim um sonho. Entre a Terra e a Ilusão vai um grande passo. Aquele a que a sabedoria popular chama, dar um passo maior que as nossas pernas. Ao tentar tornar insignificante, ganhou peso, o momento, o tempo as lembranças. Sempre em luta com a insignificância. para não cair no erro crasso de dar muita importância, apercebi-me que foi tarde demais, cai na armadilha do sonhar. As regras da insignificância são simples, só dar valor ao minuto que vivemos, e depois disso nada existe e nada aconteceu, é insignificante. Se não aconteceu, não preciso de falar, de perceber, de entender o porquê. Insignificante não combina com saudade, com desejo com querer estar. Insignificante é um acto lógico racional frio. Indolor... 
A meio do caminho desviei-me da rota da insignificância... Percebi porque falei, porquê que eu tentei perceber, passei noites em claro a tentar perceber o significado ... e no fim disto percebi o significado... e o mesmo para variar... Doí!

O amor é um lugar estranho ...

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

No outro dia ... hoje de manhã ... no decorrer da vida

No outro dia... 
Dei conta que já não sinto saudades tuas! Perguntaram-me e eu não precisei de mentir...  

Hoje de manhã...
Parei 5 segundos e tentei perceber o vazio, o não ter aquele sabor amargo na boca... Aquela angústia provocada pela tua ausência.

Neste momento... 
Lembrei-me de um final de tarde de Verão já com um cheirinho a Outono em que ficámos os dois sentados como uns miúdos pequenos a ver o mar, no mais puro isolamento da mãe Natureza, de mãos dadas e falávamos

Do futuro...
Tu vias-me feliz  e eu via-te em paz, sereno, calmo... ao lado de alguém que compreendia e aceitava-te tal como és... Talvez alguém, como eu.

No decorrer da vida... 
Não fiquei quieta, inspirei e fiquei atenta ao meu, ao teu, ao nosso futuro. E recordo-me que num dia escuro, com chuva típica de Inverno, dizer-te que no fundo sabia que iríamos sofrer os dois, porque interiorizávamos tudo. Deixaste-me sair ...   Mas aquilo que move o sentimento ficou, não saiu! Pedi-mos os dois para regressar. Voltámos... pensámos que as mágoas eram indolores...  pelo momento doce em que vivíamos. 

Sonhámos.
Deitados a pedir-mos tempo ao tempo... Mas o medo confundiu-nos... E percebemos que tudo estava incorrecto … sentimentos em falta… Tu querias tudo e eu só queria dar metade.
Foi verdade, foi uma mentira... Sei que tive um momento feliz. Sei que te vi em paz e sereno... Num momento estúpido... mas foi tão sensato na altura.

"Não é uma questão de amor. É uma questão de tempo. Esperar e não reparar é fundamental. Para quem ama, amanhã, por muito improvável que seja, é melhor do que ontem. Mas hoje pode ser, quando se tem sorte, o dia perfeito." MEC