No outro dia...
Dei conta que já não sinto saudades tuas! Perguntaram-me e
eu não precisei de mentir...
Hoje de manhã...
Parei 5 segundos e tentei perceber o vazio, o não ter aquele
sabor amargo na boca... Aquela angústia provocada pela tua ausência.
Neste momento...
Lembrei-me de um final de tarde de Verão já com um
cheirinho a Outono em que ficámos os dois sentados como uns miúdos pequenos a ver
o mar, no mais puro isolamento da mãe Natureza, de mãos dadas e falávamos
Do futuro...
Tu vias-me feliz e eu via-te em paz, sereno, calmo...
ao lado de alguém que compreendia e aceitava-te tal como és... Talvez alguém,
como eu.
No decorrer da vida...
Não fiquei quieta, inspirei e fiquei atenta ao meu, ao teu,
ao nosso futuro. E recordo-me que num dia escuro, com chuva típica de Inverno,
dizer-te que no fundo sabia que iríamos sofrer os dois, porque interiorizávamos
tudo. Deixaste-me sair ... Mas aquilo que move o sentimento ficou, não
saiu! Pedi-mos os dois para regressar. Voltámos... pensámos que as mágoas eram
indolores... pelo momento doce em que vivíamos.
Sonhámos.
Deitados a pedir-mos tempo ao tempo... Mas o medo confundiu-nos...
E percebemos que tudo estava incorrecto … sentimentos em falta… Tu querias tudo
e eu só queria dar metade.
Foi verdade, foi uma mentira... Sei que tive um momento
feliz. Sei que te vi em paz e sereno... Num momento estúpido... mas foi tão
sensato na altura.