segunda-feira, março 24, 2008

Dois mundos ...

Um beijo... Uma festa... Um colo. Tudo... o que pensar?

Um olhar profundo, uma preocupação. Uma tensão. Uns olhos que se fecham, que esperam tudo e nada. Tento perceber, mas ao mesmo tempo não quero questionar.

Um olhar, um sorriso que trazem toda a sinceridade e espontaneidade de uma criança quando brinca.

Tudo ou Nada....

Vivo apenas. Penso pouco. Abandono o planeta ... Vou para o nosso mundo imaginário. É como ter 5 anos. Volto ao inicio, em que não existe o outro mundo. Simplesmente uma amizade ... um conforto ... um sonho... um desejo. Apenas são significados. Mais ... não sei.

É como voltar a ter os mesmos sonhos de há muitos anos atrás. Onde acreditava que o mundo era perfeito. Mas depois volto e vejo, o meu mundo fechou. Acabou! Simplesmente não existe.

Às vezes vou ao meu mundo. Ao pequeno sonho de alguns atrás. Adaptado à realidade.

Porquê que é assim? Porque vivo assim?

Porque o meu sonho só faz sentido se for uma ilusão, uma realidade virtual. Em que sentir é normal. Em que estar, conviver, mimar é normal. Em que desejar o bem dos outros é bom. Não é estranho, é apenas normal.

Infelizmente o mundo não é assim. Não é bom, preocupar-nos, Não é bom dar festas. Tudo é cinzento, e as cores que existem, são coloridas, não são reais, não são feitas com as cores primárias.

E assim vou vivendo sempre em dois mundos, o dos outros e o meu. Onde tu estás, passeias, ris, desabafas. Bem vindo ao nosso mundo das nossas regras, onde o relógio, essa máquina infernal que o mundo cinzento inventou, no nosso mundo não existe.

... E fecho os olhos não consigo voltar ao mundo, à realidade virtual. Tento, mas não consigo. Estou só, mas não sozinha. Tenho esse mundo. Cheio de alegria e cor, como uma feira popular, onde salto e brinco sem me preocupar.

... Mas quando abro os olhos, e vejo a realidade virtual está longe de ser a nossa realidade, é igual à comum realidade. Mas talvez uma não exista sem a outra. Ambas se definem. Uma não vive sem a outra. É como o amor, nunca poderemos dizer se é doce e bom, sem nunca ter-mos experimentado o seu lado amargo de fel, mau e doloroso.

Fecho o dia feliz, porque fui passear ao meu mundo ... à minha realidade.


E como há muito ... sem sentimentos de culpa, fui ao meu mundo, onde são as minhas leis que prevalecem ... Somente eu é que sei o que fiz no meu mundo. Enfim no sonho, se tiver que definir para o mundo comum.

No meu mundo, dar colo não é pecado, rir é saudável, vive-se bem no meu mundo, somos felizes no meu sonho.

PS. Porque verde é esperança

sexta-feira, março 21, 2008

um abraço vale tudo!

Um simples abraço, um simples carinho sem segundas intenções. Gosto do teu abraço mais puro que um sorriso de uma criança. Obrigada meu eterno amigo, mais do que nunca és o meu farol. É bom receber o teu abraço o teu mimo. Faz-me sentir que o sol amanhã vai brilhar.

Gosto do teu abraço porque sei que ali reside um sentimento puro, e que gostamos um do outro sem as interferências da crueldade do nosso planeta. Porque sei que atrás daquele abraço tenho outro à minha espera. Sem complexos, sem medos, sem arrependimentos.

Obrigada pelas gargalhadas, pela presença de espírito. Pela tua racionalidade que impõe alguma lógica a esta romântica não assumida.

Obrigada por escutares as minhas palavras de revolta... de dúvida Obrigada por me ajudares a não cair. Mesmo nos teus momentos de silêncio comunicas, nem que seja pela memória dos teus fantásticos abraços.

Transformas as minhas lágrimas em sorrisos, o meu desespero em esperança ... racional claro, porque sonhar é bom, mas desde que alcancemos o nosso sonho.

Obrigada por cederes o teu terraço, o meu cantinho de reflexão matinal, ali onde já fui tão feliz, vou ao fundo e recupero o meu sorriso e a minha força tipicamente lariana.

Porque muitas vezes devemos voltar ao lugar onde já fomos felizes, principalmente quando deixamos de acreditar ... Obrigada por me deixares voltar ... e essencialmente um grande e doce abraço só para ti!!!!

segunda-feira, março 17, 2008

A matemática da saudade

Luto com a memória. Travo uma batalha com os meus sentimentos. Ignoro a memoria que traz consigo a saudade. E mais uma vez enganei-me, iludi-me no encantamento. Mas hoje sei o que és. Tento reduzir-te a uma equação que resulte em zero.

A tua descontraida forma de me ignorar, forma única e muito pessoal. Esse misto de virgem leão que trazes em ti, mata-me a cada olhar, a cada toque, a cada meia palavra, a cada não...
És tempo, és horas, és segundos, és cidade, és pais, és nada, és tudo, és santo, és pecado, és capaz, és incapaz, és lindo, és horrível, és príncipe, és novo, és velho, és um sorriso, és uma lágrima... és ... tudo e nada!

Vivo, mas não sou a mesma a cada não que me enterras na garganta. Queria poder dizer que me és indiferente, mas o remorso de tal mentira iria enlouquecer-me a cada segundo, que o meu pensamento disponibiliza-se para pensar em tal matéria. Iria sentir que parte de mim, o meu coração, mentia de forma que ninguém, jamais, poderia mentir...

És uma força que num ápice se apoderou de mim, sem que eu pudesse autorizar tal transferência, tal movimentação. Uma força que me deixa fora de mim, que me impede de te ter, porque não quero mais procurar... talvez por isso... Abro a porta indico-te a saída.

Hoje não procuro, hoje tento ignorar a tua presença a tua existência. Porque sei que a minha felicidade não passa por ti.

Esvazio o meu aquário, limpo as pedras ... já não fazes parte dele.

terça-feira, março 04, 2008

Ausência de Palavras ou um Problema de expressão

Será que aquelas palavras eram para mim... será que eram palavras de adeus... Ja não existem. Fugiram tal como o encantamento. Não existem mais razões para esperar, para pensar para acreditar no tu e eu igual a nós. És intransponível, inacessível e tudo acabado em "el". Como é possível uma pessoa tão pragmática como eu, acreditar e ainda lutar por um sentimento tão frágil, que sei e acredito que foi esta paixão. A minha paixão.
Não sei como classificas a tua, pois esta perdeu-se no tempo. Não sei o que me magoa mais, a tua sensibilidade similar a de um elefante a atravessar um jardim ou o teu sentimento mais altruísta. Sim estou a ser irónica.
Todos nós devemos preservar e lutar pela nossa sanidade mental, mas para tudo existe um limite.
Vejo a vida desta maneira, não sou capaz de construir a minha felicidade sobre a infelicidade dos outros. Tento minimizar os estragos, justificando o porquê, argumentando, não utilizando frases chavões como por exemplo eu conheço-me...
Ninguém tem o direito de deixar o outro à deriva sem saber o que fazer como agir. É por isso que existem palavras, discursos, e também é por isso que escrevo, porque estou à deriva com este sentimento, em que a emoção prevalece sobre a razão. Mas sei que o tempo cura tudo - outro chavão clássico, mas com bons resultados já provados. O tempo pode não ajudar a encontrar o porquê, mas ajuda a encontrar o como.
E quando tento encontrar o caminho lembro-me do que te disse num domingo de manhã enquanto dormias ... Sussurei-te ao ouvido disse-te a olhar apaixonadamente para ti enquanto sonhavas... mas sei que não ouviste e possivelmente não o sentiste ... Foi um problema de expressão.

sábado, março 01, 2008

Um pensamento só para ti

Gostava que sentisses por mim o mesmo que eu sinto por ti. Um sentimento especial, que não sei bem definir. Se paixão, se amor, se uma simples amizade, se uma fantástica amizade, ou algo mais. Mas para quê esta luta para adjectivar este sentimento? Ele é realmente um sentimento especial, seja qual for o nome que eu, que tu, ou que alguém lhe chame.

Já conheço a rotina e sei de cor todos os passos que ainda tenho para dar. Solto os momentos, meus momentos, meus segundos e não sei como viver, porém, liberta-se-me uma força que tenho para renascer e deixo-me voar, saio do meu silêncio, troco as voltas ao tempo, e descubro que é hora de mudar. Mudo e vivo nas ondas deste meu olhar, que abriga tudo que em mim existe, solto os meus dias e vejo-te, observo-te longe de mim. Mas sou livre como um beijo que anseia ate chegar a ti.
Mas sou feliz assim, porque sou livre e o beijo já não parte de ti. Anseia chegar a ti, porém parte de mim. Sou livre, agora dos receios que davam cabo de mim. O calor que está em mim não vem do sol, e infelizmente também não vem de ti, vem de mim, de alguém que já foi feliz ao teu lado por pouco tempo. De hoje em diante não mais mostrarei quem sou, não direi o que sinto, onde estou ou para onde vou. De nada me valeu contar que era de ti que eu gostava, contar o que tinha para te dar.
De que valeu a coragem se a viagem foi em vão? Passo a andar mais escondida nos meus segredos e vou escrevendo o que sinto, lutando contra os meus medos. E tenho certeza que um dia darás valor ás palavras que eu tinha para ti, que acabei por não falar por ter medo de errar e as escondi. Talvez um dia saibas quem sou. Talvez um dia eu tenha coragem e nesse dia tudo o que mudou pode deixar-nos juntos numa nova viagem.


PS: Porque laranja é a nossa cor