Será que aquelas palavras eram para mim... será que eram palavras de adeus... Ja não existem. Fugiram tal como o encantamento. Não existem mais razões para esperar, para pensar para acreditar no tu e eu igual a nós. És intransponível, inacessível e tudo acabado em "el". Como é possível uma pessoa tão pragmática como eu, acreditar e ainda lutar por um sentimento tão frágil, que sei e acredito que foi esta paixão. A minha paixão.
Não sei como classificas a tua, pois esta perdeu-se no tempo. Não sei o que me magoa mais, a tua sensibilidade similar a de um elefante a atravessar um jardim ou o teu sentimento mais altruísta. Sim estou a ser irónica.
Todos nós devemos preservar e lutar pela nossa sanidade mental, mas para tudo existe um limite.
Vejo a vida desta maneira, não sou capaz de construir a minha felicidade sobre a infelicidade dos outros. Tento minimizar os estragos, justificando o porquê, argumentando, não utilizando frases chavões como por exemplo eu conheço-me...
Ninguém tem o direito de deixar o outro à deriva sem saber o que fazer como agir. É por isso que existem palavras, discursos, e também é por isso que escrevo, porque estou à deriva com este sentimento, em que a emoção prevalece sobre a razão. Mas sei que o tempo cura tudo - outro chavão clássico, mas com bons resultados já provados. O tempo pode não ajudar a encontrar o porquê, mas ajuda a encontrar o como.
E quando tento encontrar o caminho lembro-me do que te disse num domingo de manhã enquanto dormias ... Sussurei-te ao ouvido disse-te a olhar apaixonadamente para ti enquanto sonhavas... mas sei que não ouviste e possivelmente não o sentiste ... Foi um problema de expressão.
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