quarta-feira, novembro 26, 2008

uma tempestade de paixão ou a bonança do amor?

Ir tomar café com uma amiga que não vimos há muito, geralmente é sinónimo de avaliar a nossa vida em frente a alguém. Aquelas perguntas chaves surgem sempre... o trabalho ... a saúde... a vida dos outros e no fim sem conseguirmos escapar, vem a fatal pergunta e como é que vamos de amores.

Minuto de silêncio ou talvez não. Consoante o nosso estado de alma e também da dita relação, caso exista... respondemos ou fugimos .... consoante o grau de amizade... se for aquela amiga que já presenciou estados de dor amorosa profunda... do tipo aquele sacana não me merece mas nós choramos por ele à mesma, ou telefonarmos logo a ela quando sentimos aquele formigueiro na barriga, que segundo alguns, é um sintoma de paixão. Não temos como ocultar o nosso estado de alma à nossa amiga!

Isto tudo porque hoje, fiquei assustada com uma revelação... Amiga de longa data... Que chega aos 30 anos ao estado de renegar uma paixão que sabe que é para toda a vida, por um amor seguro, calmo e pacifico... é matar o meu idealismo de historias de amor...
Concordo com ela que a paixão traz aquela tempestade para a nossa vida, como um vento que semeia a semente, que eu acho que é o amor.
Mas crer que o homem que ela escolheu não é aquele por quem sente a paixão, a loucura, é acabar com algo que ainda nem começou.
A sua resposta ao meu espanto ainda foi pior... "Lara tu própria já passaste por isso... Apenas por medo é que ainda não assumiste..."

Fiquei gélida, (tenho que corrigir ainda mais gélida porque hoje só falta é nevar), pensei o santo caminho até casa, olhei para o rio para tentar perceber se existia alguma verdade naquela afirmação.

A que conclusões cheguei ... ainda estou aqui a pensar... escrevo depois ... vou atacar na vodka e em tudo que aqueça o corpo... Não renego a origem russa do meu nome ... eles é que sabem

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