quarta-feira, novembro 26, 2008

uma tempestade de paixão ou a bonança do amor?

Ir tomar café com uma amiga que não vimos há muito, geralmente é sinónimo de avaliar a nossa vida em frente a alguém. Aquelas perguntas chaves surgem sempre... o trabalho ... a saúde... a vida dos outros e no fim sem conseguirmos escapar, vem a fatal pergunta e como é que vamos de amores.

Minuto de silêncio ou talvez não. Consoante o nosso estado de alma e também da dita relação, caso exista... respondemos ou fugimos .... consoante o grau de amizade... se for aquela amiga que já presenciou estados de dor amorosa profunda... do tipo aquele sacana não me merece mas nós choramos por ele à mesma, ou telefonarmos logo a ela quando sentimos aquele formigueiro na barriga, que segundo alguns, é um sintoma de paixão. Não temos como ocultar o nosso estado de alma à nossa amiga!

Isto tudo porque hoje, fiquei assustada com uma revelação... Amiga de longa data... Que chega aos 30 anos ao estado de renegar uma paixão que sabe que é para toda a vida, por um amor seguro, calmo e pacifico... é matar o meu idealismo de historias de amor...
Concordo com ela que a paixão traz aquela tempestade para a nossa vida, como um vento que semeia a semente, que eu acho que é o amor.
Mas crer que o homem que ela escolheu não é aquele por quem sente a paixão, a loucura, é acabar com algo que ainda nem começou.
A sua resposta ao meu espanto ainda foi pior... "Lara tu própria já passaste por isso... Apenas por medo é que ainda não assumiste..."

Fiquei gélida, (tenho que corrigir ainda mais gélida porque hoje só falta é nevar), pensei o santo caminho até casa, olhei para o rio para tentar perceber se existia alguma verdade naquela afirmação.

A que conclusões cheguei ... ainda estou aqui a pensar... escrevo depois ... vou atacar na vodka e em tudo que aqueça o corpo... Não renego a origem russa do meu nome ... eles é que sabem

quarta-feira, novembro 19, 2008

Trocamos os sonhos pela realidade?

Quanto vale um sonho? Estar a a dormir e entrar num mundo surreal, mas ao mesmo tempo tão verdadeiro, onde sentimos, cheiramos saboreamos ... onde os nossos 5 sentidos estão em pleno sentido. Acordamos e ficamos a pensar se aquilo aconteceu mesmo, porque foi tudo tão real.

Por diversas vezes já vivi essa experiência... Mas mais assustador foi sonhar com algo, cheio de significados, em que cada peça do cenário representa algo... E passado algum tempo lá estava eu a viver esse sonho, exactamente. Sou sincera que quando acordei desse sonho tive que beliscar o meu pobre braço, duas vezes para saber se estava realmente a dormir ou acordada.

mais tarde, ao recordar esse momento, notei uma pequena diferença. A rua era diferente, mas árvores estavam lá. os candeeiros também, tudo estava presente, até a carga emocional... pergunto eu... foi melhor o sonho ou a realidade?

Até hoje não sei...

sábado, outubro 25, 2008

Uma ausencia para colar as memorias que fazem a saudade


Há muito que não comunico, estive a fazer a que se chama o luto.

Uma das minhas musas partiu para o paraíso. Fica a memoria neste blog para sempre... a sarabaneca.

A sarabaneca mais conhecida por nina, já não existe fisicamente na minha vida... A minha companheira de 13 anos de vida... escrever tudo o que passamos é um acto impossível... não tenho palavras para expressar tudo o que vivi com ela. Acima de tudo foi minha confidente, minha amiga, mesmo com o seu feitio de gata arisca.

Que me perdoem os mais sensíveis... mas choro mais pela perca da minha preta ... do que por muitos seres humanos que andam por ai...

Mas fica aquela doce saudade dos momentos, dos colos, dos miados, dos olhares, das turras e das brincadeiras que tivemos juntas.

Viveu comigo momentos marcantes da minha vida ... os medos de adolescência... a entrada para a faculdade... ouviu e aconchegou as minhas lágrimas dos meu desamores e animou-se com os meus amores... presenciou as minhas conquistas, foi minha companheira de noites em claro enquanto estudava... E acima de tudo assegurava-me que quando chegava a casa depois de um dia caótico tinha sempre um carinho à minha espera.

Minha amiga mereces o teu descanso. Obrigada pelo fantástico tempo que viveste comigo.

Um beijo só teu e até sempre...

sexta-feira, outubro 03, 2008

O momento da verdade ... caseiro

O que lá vai... lá vai...
É uma forma de encarar a vida.... Pode ser uma forma de esquecer algo do passado.

Esquecer e mandar para as costas!!!

Confesso que utilizo muitas vezes... Por vezes até em situações em que a maioria das pessoas diria, não perdoou, não esqueço, imperdoável.

Para mim basta pedirem desculpa e digo o que lá vai... lá vai. Tento perceber sempre o porquê, daquela situação, mas isso já faz parte do meu eu.

Ou seja basta terem um momento da verdade... garanto que não faço aquele compasso de espera... como naquele famoso programa "Momento da Verdade".

Por escrever sobre isso, na semana passada vivi lá em casa com o meu caracolitos o nosso momento da verdade, (... bolas não havia um botão para tocar nem um elemento da tribo para me salvar!!!).

Ficou um clima de trovada quando disse que não ia ao programa expor a minha vida, por 250.000€ (não é que não desse jeitinho). Prezo a minha vida pessoal, e não venham com ilusões quando dizem que a vida é um livro aberto. Existem segredos próprios de cada um, é próprio do ser humano ter medo, e por sua segurança, não querem expor os seus segredos.

E por favor expor os segredos, em frente à população, sedenta de uma bela cena de faca e alguidar, é tornar aquele velho ditado da pessoa com uns arames na testa é o ultimo a saber.

Enfim, sim... disse que tinha segredos e que não os contava (quando disparei esta frase, foi um tiro certeiro para armar mais confusão), ao dizer isto tive o meu momento da verdade.

Ora pensava eu, que a conversa ficava por ali e a minha "Teresa Guilherme" lá de casa, conduziu o tema para a diferença entre uma mentira e ocultar a verdade e os seus prós e contras.

Foi com grande orgulho, espanto e todas as atitudes que se traduzem com a expressão Ahhh! Que ouvi as suas teorias e exemplos do nosso singelo quotidiano doméstico.

Devo confessar que devido ao meu estado de elevado cansaço, não fui capaz de debater nem refutar as suas teorias... a atitude surreal de Lara... imaginem... foi um power off mental, adormeci em 5 segundos no sofá.

Mas o pior... é que devido a um problema de bateria mental, fiquei sem saber se aquele rapaz de quem eu gosto tanto por motivos que só o meu coração conhece, levava o prémio final... no fundo sei que sim... e para ser pirosamente lamechas eu acredito no meu caracolitos...

quarta-feira, outubro 01, 2008

Sentir saudades ... efeitos do bem vindo ao passado...

Dei por mim a questionar-me se é mau sinal sentir saudades...

Sentir saudades de um bom momento... daquela gargalhada... de uma boa conversa com um amigo que já não vimos há muito tempo... saudades de um sabor de infância... de um cheiro...

Gosto de sentir saudades, alerta-me para o facto que já fui feliz em determinados momentos, e que esses momentos, apesar de únicos, podem um dia voltar... com outros sabores, com outras vozes, com outras paisagens, e tornarem-se em outras saudades.

Mas após reviver aquele momento, a que eu chamo de saudades, fica aquele gosto de ausência, de falha, e na maioria das vezes, fica uma dúvida.

A dúvida fica... Sem reposta ... Sem solução ... porque muitas vezes não conseguimos matar a saudades, e porquê?

Porque o tempo não volta para trás... Resta-nos a memória desses dias, transpor o passado para o presente... e acreditar no futuro. Ele vai guardar na memoria as saudades do presente

a fechar ... lembrei-me de escrever talvez porque acordei a ouvir isto... "Bem vindo ao Passado dos GNR - Versão revistados

terça-feira, agosto 12, 2008

Rever um filme que às vezes é a nossa vida...

Confesso que gosto de rever um bom filme... principalmente aos domingos à tarde. Mas isso é nas poucas horas de lazer. No dia-a-dia reviver situações que mais parecem filmes de drama classe b e de legendas amarelas, acho que ninguém gosta.

Nos últimos dias a minha frase tem sido, ui que já vi este filme antes, e nem com muitas pipocas eu fico sentada até ao fim para ver.

Gosto de um filme que me prenda à cadeira, deliro com a uma excelente banda sonora, e descobrir o filme através da uma análise de semiótica, é um dos meus passatempos favoritos. Ora cá está o raio do cérebro a pensar e a magicar. Sim a larocas, pensa muito nas coisas, principalmente quando o enredo do filme é complicado. Digamos que basta ter um conteúdo para tornar tudo mais abstracto, SENTIMENTOS.
Entrar na dialetica aquilo que eu acho que tu sentes, é a partida uma historia de ficção cientifica... Talvez a continuação da trilogia do Matrix.

E nos filmes mudos, esses clássicos a preto e a branco. Mas quem disse que nesses filmes não se comunica. Percebemos quando a menina está chorar ... ou que algo vai acontecer. São sinais que pairam na imagem. Qualquer ser humano percebe sem recorrer à ciência da tia MAYA o quê que vai acontecer.

Mas e aqueles que não são cegos, mas vêem e logo por azar são mudos? (Digamos que o Amor de Perdição é algodão doce ao pé deste enredo) Esta é uma personagem do meu filme ... que é ... a vida de lara trindade, que continua presente sem definição à vista... Meus caros ... despeço com aquilo que me deixa com agua na boca e um pouco fula (porque gosto de ter o meu filme minimamente definido) TO BE CONTINUE!!!!!

segunda-feira, julho 28, 2008

O quotidiano adia o nosso eu ...

Ora cá estamos... mau sinal!? talvez não...

Ausência deve-se à ausência de tempo para avaliar e comunicar sobre o que penso e o que quero a longo prazo. As coisas não vão mal... mas podiam estar melhores (o meu lado mais idealista da vida a vir ao de cima). O regresso à escrita deve-se a um acumular de situações que adio respostas e/ou atitudes devido aos problemas do quotidiano (desculpas pois sim...). O meu mundo está quase a multiplicar-se, ou a dividir-se depende da perspectiva. Entrar mais alguém unificar, partilhar alterar compromissos e estados de vida. Sei que não deixo de ser eu ... Mas tenho medo pelas mais diversas razões.

O primeiro medo é o mais básico e ao mesmo tempo o mais difícil (a minha vida sem antagonismos não seria minha), o da expectativa irreal, digamos que sou mestre, mas a sabedoria tem ensinado a ter os pezitos 37 mais agarraditos à Terra. A idade e a gravidade fazem milagres.

A expectativa que agora é que vai.., ui dá medo ... medo de falhar de não acontecer... a mudança cria um pequeno sentimento de pânico no ser humano.

Depois pondero os mais diversos cenários, as mais diversas formas de abordar a questão... com cautela ... porque o mundo em vez de dividir-se ou multiplicar pode subtrair e ai nada feito.. A larocas já não aguenta mais um cenário desses.

A escrita faz um milagre ... traz a paz e a vontade fazer algo que um dia escrevi sobre o meu amigo planeta... viver com espontaneidade ... e apreciar cada momento, um dia de cada vez.

quarta-feira, abril 30, 2008

"Hoje quem escreve é MEC..."

Andava eu arrumar umas papeladas, não sei como mas o papel cresce... multiplica-se, transforma-se em gerações no meu quarto ... quando eu descobri um velho caderno de apontamentos da faculdade, e questionei porquê que ainda estava vivo na minha gaveta. E percebi o porquê, nas duas solitárias folhas estava escrito um perfeito elogio ao amor... coisas de jovens agunstiados com o amor ... devo ter decidido na altura escrever umas coisas no meu bloco de apontamentos (Coisa de gaja?? Nop... apenas gosto de escrever). Ainda hoje o faço ... Algumas coisas não vêem para o Blog, outras vêem.

Gostava de partilhar esse pequeno excerto... espero que se dêem ao trabalho e que o leiam.

É uma visão sobre o amor, que eu partilho, e como é tão bela, e acima de tudo tão actual, ora cá vai, hoje quem escreve é Miguel Esteves Cardoso in Elogio ao Amor...
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.
A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas, da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo, de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria,maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso (in Expresso)

sábado, abril 19, 2008

Jogos da Lua...

Somos como a Lua: com as suas fases, às vezes ficam escondidas, mas tu nunca perdes o teu brilho encantador… Como toda a gente eu tenho as minhas fases. Umas boas, outras nem por isso.
Nas fases melhores sei amar-te. Fazes-me sentir bem, a teu lado, e fazes-me crer que o verdadeiro amor existe. Fazes de mim uma "rainha" para quem o ser amado é tudo. Não sei se me amarás, mas sinto que me queres amar. Que queres começar de novo, pouco a pouco renascer e com a paixão de sempre me amar loucamente.

Temos a consciência de que uma relação não é um jogo entre dois adversários, mas um jogo entre duas pessoas onde o grande objectivo é o equilíbrio.
O grande objectivo é que ninguém perca, nem que ninguém ganhe.

Com o empate ambos ganhamos e ambos ficamos no pódio. Um pódio que da entrada garantida a um grande amor.
Gosto da tua forma de me acarinhar, mesmo quando a expressão facial que te lanço não seja a mais favorável ao grande carinho em que me banhas.

Foi a teu lado que olhei por várias vezes o céu enorme e estrelado e me senti acompanhada. Foi a teu lado que chorei e ri, foi a teu lado que parti vidros e gritei e depois adormeci sem saber como, serenamente.

Foi a teu lado, ao teu lado, em teu lado que cresci e aprendi também a ser assim, - pirilampo - aquele que pelo escuro se vai iluminando.

quinta-feira, abril 10, 2008

a quem espera algo ... como eu

Nos últimos tempos, a vida tem-me provado que, em fracções de segundo tudo pode mudar, sem sabermos o como e o porquê... às vezes basta um olhar, uma palavra mal colocada numa frase, tanta coisa ... Ganhei e perdi ... afectos... sentimentos... pessoas... objectos que me acompanharam nos momentos mais marcantes ... enfim tanta coisa ...
São as regras do jogo que é a vida. Mas também tenho saboreado o lado mais doce, afinal existem portas no corredor que não estão fechadas!

Estou num estado em que posso dizer ... Relaxo ... estou suspensa no ar... vejo como brilham as estrelas do meu luar. Não deixo fugir a esperança de ser o que ambiciono ... não posso esperar pelos outros ... tenho que partir ... rumo ao infinito...

Espreito para o fundo ... e o que vejo? Um espaço liberto de trevas e de pesar ... Mas relaxo ... respiro fundo ... o Amor está para chegar.

Somos, nesta vida, um horizonte que se limita com a chegada da noite;
e contudo, somos na noite uma sombra que fica...

terça-feira, abril 08, 2008

Não pensar

Desde pequena que aprendi a questionar a realidade, perguntava o porquê e a razão de tudo. A fase dos porquês até hoje é uma constante na minha vida. Não bastava dizer não ou sim, tinha que perceber o porquê.
Esse hábito tenho-o até hoje e lembro-me de um professor na faculdade numa das suas vastas aulas de laboratório, avisar-nos para nós criticar-mos a realidade, questionar aquilo que está diante de nós, para perceber-mos a realidade.

Devemos de questionar a informação que chega até nós, ora se tudo é comunicação, e é impossível não comunicar, convém perceber o que está à nossa frente, porque os conceito variam de pessoa para pessoa e de contexto para contexto. Não disse isto para tornar os seus jovens aprendizes nuns loucos, a
construírem teorias da conspiração. O seu objectivo, era, não comer e ficar calado, e que talvez ao tentar perceber podemos melhorar. Lembro-me dessa aula até hoje. Aquelas 4 horas voaram até hoje.

E aquelas palavras que servem para um plano de comunicação, também se adequam ao dia a dia.
Se já tinha esse hábito, a partir desse dia passei a criticar e a perceber o caminho que levou àquele destino.

Questiono o porquê de um conto de fadas voltar a ser escrito. O porquê do interesse, o meu e o dele, o porquê? Quando pensava que estava tudo resolvido, que sentimento é este.
Pela primeira vez, prefiro não pensar, aliás, luto para não pensar... mas tenho receio de não estar a ver a realidade tal como ela é.
Pensar neste caso, retira algo que é mágico muitas vezes na vida... a espontaneidade.
Se começo a exercer o pensamento, começam a surgir, questões, necessidades de verbos, de adjectivos, e substantivos. Perco o sabor do momento.

Assim, estou num estado de não pensar, o que é uma tarefa árdua, para alguém como eu. Confesso que muitas vezes apresento uns sinais de fraqueza, porque quero perceber ... mas não posso questionar. A minha luta é pela espontaneidade do momento. Porque ao questionar vou levantar velhos e traumáticos assuntos.

Quero acreditar na mudança na evolução do meu ser e do teu ser. Quero chegar e dizer que foi obra da mãe Natureza. Foi magia. Não foi algo racional e matemático, apesar de desejar uma poção mágica, para apagar os medos e receios que vêem do passado.

Quero pensar... que não pensar ... é o o caminho que me conduz até ti.

segunda-feira, março 24, 2008

Dois mundos ...

Um beijo... Uma festa... Um colo. Tudo... o que pensar?

Um olhar profundo, uma preocupação. Uma tensão. Uns olhos que se fecham, que esperam tudo e nada. Tento perceber, mas ao mesmo tempo não quero questionar.

Um olhar, um sorriso que trazem toda a sinceridade e espontaneidade de uma criança quando brinca.

Tudo ou Nada....

Vivo apenas. Penso pouco. Abandono o planeta ... Vou para o nosso mundo imaginário. É como ter 5 anos. Volto ao inicio, em que não existe o outro mundo. Simplesmente uma amizade ... um conforto ... um sonho... um desejo. Apenas são significados. Mais ... não sei.

É como voltar a ter os mesmos sonhos de há muitos anos atrás. Onde acreditava que o mundo era perfeito. Mas depois volto e vejo, o meu mundo fechou. Acabou! Simplesmente não existe.

Às vezes vou ao meu mundo. Ao pequeno sonho de alguns atrás. Adaptado à realidade.

Porquê que é assim? Porque vivo assim?

Porque o meu sonho só faz sentido se for uma ilusão, uma realidade virtual. Em que sentir é normal. Em que estar, conviver, mimar é normal. Em que desejar o bem dos outros é bom. Não é estranho, é apenas normal.

Infelizmente o mundo não é assim. Não é bom, preocupar-nos, Não é bom dar festas. Tudo é cinzento, e as cores que existem, são coloridas, não são reais, não são feitas com as cores primárias.

E assim vou vivendo sempre em dois mundos, o dos outros e o meu. Onde tu estás, passeias, ris, desabafas. Bem vindo ao nosso mundo das nossas regras, onde o relógio, essa máquina infernal que o mundo cinzento inventou, no nosso mundo não existe.

... E fecho os olhos não consigo voltar ao mundo, à realidade virtual. Tento, mas não consigo. Estou só, mas não sozinha. Tenho esse mundo. Cheio de alegria e cor, como uma feira popular, onde salto e brinco sem me preocupar.

... Mas quando abro os olhos, e vejo a realidade virtual está longe de ser a nossa realidade, é igual à comum realidade. Mas talvez uma não exista sem a outra. Ambas se definem. Uma não vive sem a outra. É como o amor, nunca poderemos dizer se é doce e bom, sem nunca ter-mos experimentado o seu lado amargo de fel, mau e doloroso.

Fecho o dia feliz, porque fui passear ao meu mundo ... à minha realidade.


E como há muito ... sem sentimentos de culpa, fui ao meu mundo, onde são as minhas leis que prevalecem ... Somente eu é que sei o que fiz no meu mundo. Enfim no sonho, se tiver que definir para o mundo comum.

No meu mundo, dar colo não é pecado, rir é saudável, vive-se bem no meu mundo, somos felizes no meu sonho.

PS. Porque verde é esperança

sexta-feira, março 21, 2008

um abraço vale tudo!

Um simples abraço, um simples carinho sem segundas intenções. Gosto do teu abraço mais puro que um sorriso de uma criança. Obrigada meu eterno amigo, mais do que nunca és o meu farol. É bom receber o teu abraço o teu mimo. Faz-me sentir que o sol amanhã vai brilhar.

Gosto do teu abraço porque sei que ali reside um sentimento puro, e que gostamos um do outro sem as interferências da crueldade do nosso planeta. Porque sei que atrás daquele abraço tenho outro à minha espera. Sem complexos, sem medos, sem arrependimentos.

Obrigada pelas gargalhadas, pela presença de espírito. Pela tua racionalidade que impõe alguma lógica a esta romântica não assumida.

Obrigada por escutares as minhas palavras de revolta... de dúvida Obrigada por me ajudares a não cair. Mesmo nos teus momentos de silêncio comunicas, nem que seja pela memória dos teus fantásticos abraços.

Transformas as minhas lágrimas em sorrisos, o meu desespero em esperança ... racional claro, porque sonhar é bom, mas desde que alcancemos o nosso sonho.

Obrigada por cederes o teu terraço, o meu cantinho de reflexão matinal, ali onde já fui tão feliz, vou ao fundo e recupero o meu sorriso e a minha força tipicamente lariana.

Porque muitas vezes devemos voltar ao lugar onde já fomos felizes, principalmente quando deixamos de acreditar ... Obrigada por me deixares voltar ... e essencialmente um grande e doce abraço só para ti!!!!

segunda-feira, março 17, 2008

A matemática da saudade

Luto com a memória. Travo uma batalha com os meus sentimentos. Ignoro a memoria que traz consigo a saudade. E mais uma vez enganei-me, iludi-me no encantamento. Mas hoje sei o que és. Tento reduzir-te a uma equação que resulte em zero.

A tua descontraida forma de me ignorar, forma única e muito pessoal. Esse misto de virgem leão que trazes em ti, mata-me a cada olhar, a cada toque, a cada meia palavra, a cada não...
És tempo, és horas, és segundos, és cidade, és pais, és nada, és tudo, és santo, és pecado, és capaz, és incapaz, és lindo, és horrível, és príncipe, és novo, és velho, és um sorriso, és uma lágrima... és ... tudo e nada!

Vivo, mas não sou a mesma a cada não que me enterras na garganta. Queria poder dizer que me és indiferente, mas o remorso de tal mentira iria enlouquecer-me a cada segundo, que o meu pensamento disponibiliza-se para pensar em tal matéria. Iria sentir que parte de mim, o meu coração, mentia de forma que ninguém, jamais, poderia mentir...

És uma força que num ápice se apoderou de mim, sem que eu pudesse autorizar tal transferência, tal movimentação. Uma força que me deixa fora de mim, que me impede de te ter, porque não quero mais procurar... talvez por isso... Abro a porta indico-te a saída.

Hoje não procuro, hoje tento ignorar a tua presença a tua existência. Porque sei que a minha felicidade não passa por ti.

Esvazio o meu aquário, limpo as pedras ... já não fazes parte dele.

terça-feira, março 04, 2008

Ausência de Palavras ou um Problema de expressão

Será que aquelas palavras eram para mim... será que eram palavras de adeus... Ja não existem. Fugiram tal como o encantamento. Não existem mais razões para esperar, para pensar para acreditar no tu e eu igual a nós. És intransponível, inacessível e tudo acabado em "el". Como é possível uma pessoa tão pragmática como eu, acreditar e ainda lutar por um sentimento tão frágil, que sei e acredito que foi esta paixão. A minha paixão.
Não sei como classificas a tua, pois esta perdeu-se no tempo. Não sei o que me magoa mais, a tua sensibilidade similar a de um elefante a atravessar um jardim ou o teu sentimento mais altruísta. Sim estou a ser irónica.
Todos nós devemos preservar e lutar pela nossa sanidade mental, mas para tudo existe um limite.
Vejo a vida desta maneira, não sou capaz de construir a minha felicidade sobre a infelicidade dos outros. Tento minimizar os estragos, justificando o porquê, argumentando, não utilizando frases chavões como por exemplo eu conheço-me...
Ninguém tem o direito de deixar o outro à deriva sem saber o que fazer como agir. É por isso que existem palavras, discursos, e também é por isso que escrevo, porque estou à deriva com este sentimento, em que a emoção prevalece sobre a razão. Mas sei que o tempo cura tudo - outro chavão clássico, mas com bons resultados já provados. O tempo pode não ajudar a encontrar o porquê, mas ajuda a encontrar o como.
E quando tento encontrar o caminho lembro-me do que te disse num domingo de manhã enquanto dormias ... Sussurei-te ao ouvido disse-te a olhar apaixonadamente para ti enquanto sonhavas... mas sei que não ouviste e possivelmente não o sentiste ... Foi um problema de expressão.

sábado, março 01, 2008

Um pensamento só para ti

Gostava que sentisses por mim o mesmo que eu sinto por ti. Um sentimento especial, que não sei bem definir. Se paixão, se amor, se uma simples amizade, se uma fantástica amizade, ou algo mais. Mas para quê esta luta para adjectivar este sentimento? Ele é realmente um sentimento especial, seja qual for o nome que eu, que tu, ou que alguém lhe chame.

Já conheço a rotina e sei de cor todos os passos que ainda tenho para dar. Solto os momentos, meus momentos, meus segundos e não sei como viver, porém, liberta-se-me uma força que tenho para renascer e deixo-me voar, saio do meu silêncio, troco as voltas ao tempo, e descubro que é hora de mudar. Mudo e vivo nas ondas deste meu olhar, que abriga tudo que em mim existe, solto os meus dias e vejo-te, observo-te longe de mim. Mas sou livre como um beijo que anseia ate chegar a ti.
Mas sou feliz assim, porque sou livre e o beijo já não parte de ti. Anseia chegar a ti, porém parte de mim. Sou livre, agora dos receios que davam cabo de mim. O calor que está em mim não vem do sol, e infelizmente também não vem de ti, vem de mim, de alguém que já foi feliz ao teu lado por pouco tempo. De hoje em diante não mais mostrarei quem sou, não direi o que sinto, onde estou ou para onde vou. De nada me valeu contar que era de ti que eu gostava, contar o que tinha para te dar.
De que valeu a coragem se a viagem foi em vão? Passo a andar mais escondida nos meus segredos e vou escrevendo o que sinto, lutando contra os meus medos. E tenho certeza que um dia darás valor ás palavras que eu tinha para ti, que acabei por não falar por ter medo de errar e as escondi. Talvez um dia saibas quem sou. Talvez um dia eu tenha coragem e nesse dia tudo o que mudou pode deixar-nos juntos numa nova viagem.


PS: Porque laranja é a nossa cor